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Vacina contra câncer de pele pode reduzir risco de morte e retorno da doença em até 49%

  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura

Dados de acompanhamento de cinco anos mostram que uma vacina terapêutica combinada com imunoterapia pode marcar uma nova era no tratamento do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

Verificando pintas e verrugas
Uma nova vacina terapêutica experimental, quando utilizada em conjunto com um medicamento imunoterápico amplamente usado, mostrou redução de até 49% no risco de morte ou retorno do melanoma, segundo resultados de acompanhamento clínico de longo prazo. Esses dados dão nova esperança a pacientes que enfrentam formas avançadas dessa doença letal.

O que é melanoma e por que isso importa

O melanoma é considerado o tipo mais grave de câncer de pele devido à sua alta capacidade de se espalhar para outros órgãos (metástase) e causar morte. Mesmo após a remoção cirúrgica do tumor, muitos pacientes ainda enfrentam risco elevado de recorrência e mortalidade.


Como a vacina funciona e o que os dados mostram

Pesquisadores das farmacêuticas Moderna e Merck (no Brasil, MSD) divulgaram os resultados de um estudo clínico de fase 2b com uma vacina terapêutica chamada intismeran autogene (também conhecida como mRNA-4157). Quando usada em conjunto com o imunoterápico Keytruda (pembrolizumab) após a cirurgia para remoção do melanoma, a combinação reduziu o risco de recorrência da doença ou morte em 49% em comparação à imunoterapia isolada ao longo de cinco anos de acompanhamento.


Essa vacina é produzida de forma personalizada: a partir do sequenciamento genético do tumor de cada paciente, o imunizante é formulado para “ensinar” o sistema imunológico a identificar e atacar especificamente as células cancerígenas.


O que esses resultados significam

Os dados são promissores porque sugerem que combinar uma vacina terapêutica personalizada com imunoterapia pode melhorar de forma substancial o controle da doença e a sobrevida em pacientes de alto risco. Essa abordagem representa uma evolução no tratamento de tumores sólidos como o melanoma — algo que até recentemente era considerado extremamente difícil de atingir.


Ainda assim, os especialistas lembram que esses resultados ainda não foram publicados em revisão por pares. A fase final do estudo clínico (fase 3) já está em andamento e deve ajudar a confirmar esses benefícios em um grupo maior de pacientes.


O que isso pode representar para o tratamento do câncer

Se os resultados da fase 3 forem confirmados, essa vacina terapêutica poderia se tornar uma opção adicional de tratamento para pacientes com melanoma de alto risco, ajudando a reduzir a chance de retorno da doença e melhorar a expectativa de vida. Especialistas dizem que essa abordagem tem potencial para abrir caminho para vacinas semelhantes em outros tipos de câncer no futuro.


Fontes: Moderna, Merck (MSD), CNN Brasil, Reuters, Euronews, Guia Viver Bem.

Atenção: Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Se você ou alguém próximo enfrenta diagnóstico de câncer ou está em tratamento, procure orientação médica especializada.

Vacina contra câncer de pele pode reduzir risco de morte e retorno da doença em até 49%

Vacina contra câncer de pele pode reduzir risco de morte e retorno da doença em até 49%

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